Thursday, November 23, 2006

De dentro do casulo

Todo quadro feio é perfeito quando perfeito for. A noção do perfeito quando os olhos ganham a flor. O feio só é feio se olhares são feios quando cheios de dor. Natureza nos olhos perfeitos, os olhos são todo o corpo na flor.

Da bromélia nascem pererecas. Brancas, estranhas, maldosas aos mosquitos. Orquídeas são as mais belas e não toquemos no assunto.

Toda ficção é igual, real. Todo real-imaginário. Toda verdade uma mentira. Teatroemente não se separam.

Não se atravessa porta sem antes olhar o céu. Não se dá bom dia a cavalos. Aqui se pregam ferraduras.
...

Toda vida se resume bela quando bela flor. Pétalas soltas ao vento bolando olor. A íris dos olhos negros cheios de cor. Espinhos levados ao vento da pétala-flor.

Da violeta fez-se um rubro vestido veludo, margaridas pelas ruas, ovos fritos são margaridas.

Toda existência é igual, diferente. Todo espelho é o outro que te reflete outro. Mas água e óleo não se embaralham.

Não se bica em cachoeira de olhos fechados. Não se banha em rio de piranha. Aqui se come rapadura.

Todo dia vence a noite. Toda noite vence o dia. Todo equilíbrio se faz cumprir.

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