Metade pecado, metade castidade, pelo certo e pelo também correto, espreita, de cima do muro, espreita o gato branco, espreita pela noite escura. Na manhã seguinte será gato manso debaixo da mesa, entediado com o tempo e as horas do porvir, ainda que mostre as presas ao pássaro da gaiola, mas cá, de cima do muro, aos divertimentos tão só seus, ruge, livre dos jogos da vovó, livre das cartas marcadas sobre a mesa. Há de poder escolher, mesmo que não queira nada, mesmo que só queira equilibrar-se ante a hóstia e o desbunde do vinho, a observar alheio o descarrilar dos trilhos, na espreita do Camaleão.
Gato Branco em noite escura levou rasteira do Camaleão. Foi acordar na delegacia com cartilha na mão: “a esperteza o deixou relaxado, Gato Branco em noite escura. Sobremaneira, terá de pagar o pato, e quando as luzes se apagarem, cú do gato é o alvo”. O Gato, nada bobo, após ler a cartilha, encomendou ao carcereiro muita vaselina. As luzes se apagaram e Gato Branco em noite escura fez a festa das jibóias.
Gato Branco em noite escura levou rasteira do Camaleão. Foi acordar na delegacia com cartilha na mão: “a esperteza o deixou relaxado, Gato Branco em noite escura. Sobremaneira, terá de pagar o pato, e quando as luzes se apagarem, cú do gato é o alvo”. O Gato, nada bobo, após ler a cartilha, encomendou ao carcereiro muita vaselina. As luzes se apagaram e Gato Branco em noite escura fez a festa das jibóias.

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