Thursday, November 23, 2006

metáfora-metonímia

Era dia, noite, dia, ar entorpecido, paisagens de uma civilização arredia em suas ilhas metonímias. Fadas, ninfas, lírios, aquarelas da fantasia, narcisos por todo o ar, seres belos de perfis gregos, valentes deuses na trama que respira, aos laços da quimera, bucólica utopia. Ao choque de duas ou mais ilhas uma nova sempre nascia, pois precisavam as metonímias transcender o que sentiam. Disparidade, muito havia. Ora, tudo era fragmento da pangéia metonímia. Figuras de estilo próprio, cada qual no seu acaso, abissal melancolia. Autores e suas obras de areias movediças, necessitam da diferença, do atrito a outra ilha. Assim avivam o “eu”, aguçam sua sina. Oh, Deus - metonímia, o todo-poderoso, senhor de cada ilha. Ensinai que o rio no mar se finda, que quando a atmosfera esquenta a gota do céu precipita e que o homem é só uma ilha a mergulhar nos confins da metáfora-metonímia.

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