A vida como ela é
Tida como a mais importante decisão tomada pelo distinto grupo dos países desenvolvidos, a fome foi curada em meio a mingua daqueles igualmente miseráveis - descobriram os cientistas que os quadrúpedes, peixes, e aves de abate têm alma. “Horror, horror, horror” -, pensam aqueles que antes se deleitavam por um bocado de vitelo sobre a mesa, qual todo bom cristão, após as orações.
Outrora afirmou os líderes destes países, que além de presente no mundo da costura, a anorexia se fez moda aos miseráveis, que orgulhosamente ostentavam a única coisa que tinham: seus ossos. Não que isto não seja verdade, gosto há para tanto. Uns, desjejuam pela manhã ao sorverem do próprio mijo, sob promessa de saúde - para dar, vender, emprestar. Túlio, homem de bem, abdicou-se da tão cremosa margarina All Day, alusão festiva aos mais belos padrões familiares - mulher e filhos o abandonaram. Entretanto, não percamos o foco, o assunto aqui tratado constitui na erradicação da fome em escala planetária - e eu que pensava que tal acontecimento não passasse de ideologia romântica.
Maomé afirmava aos muçulmanos que os maus espíritos habitavam os porcos, pretexto pelo qual tal carne foi sendo deixada de lado, e a expectativa de vida, aumentando. “Maomé, o profeta” - prediziam. Ora, se comiam carne mal passada, se se comiam. Ademais, alegar que a ingestão desta provocava milhares de mortes prematuras não haveria de despertar atenção daquela estirpe, para a qual, e não diferentemente de outras, toda e qualquer explicação deveria ter princípios advindos de outros mundos: religião. E Maomé, que lhes deu vida longa, ascende aos céus.
Como se sabe, ou como se deveria saber - saber é coisa penosa -, contudo, voltemos ao foco. Como se sabe - para ser redundante -, em publicação na revista Science my God, cientistas do Instituto Charles Xavier - qualquer analogia com Chico Xavier pode ser explicada porque este usava perucas. Sobremaneira, deixemos de complicação. Cientistas do Instituto Charles Xavier, após meticulosos estudos por onde evocavam o profeta Maomé, concluíram: “assim como os homens que ostentam riqueza, os animais têm alma”. Bastou para que arrumassem outro substituto como carne.
No açougue Delicatessen, posteriormente à engorda, são pendurados e destrinchados todas as manhãs, crianças, homens, mulheres, que tiveram a fome curada.
Tida como a mais importante decisão tomada pelo distinto grupo dos países desenvolvidos, a fome foi curada em meio a mingua daqueles igualmente miseráveis - descobriram os cientistas que os quadrúpedes, peixes, e aves de abate têm alma. “Horror, horror, horror” -, pensam aqueles que antes se deleitavam por um bocado de vitelo sobre a mesa, qual todo bom cristão, após as orações.
Outrora afirmou os líderes destes países, que além de presente no mundo da costura, a anorexia se fez moda aos miseráveis, que orgulhosamente ostentavam a única coisa que tinham: seus ossos. Não que isto não seja verdade, gosto há para tanto. Uns, desjejuam pela manhã ao sorverem do próprio mijo, sob promessa de saúde - para dar, vender, emprestar. Túlio, homem de bem, abdicou-se da tão cremosa margarina All Day, alusão festiva aos mais belos padrões familiares - mulher e filhos o abandonaram. Entretanto, não percamos o foco, o assunto aqui tratado constitui na erradicação da fome em escala planetária - e eu que pensava que tal acontecimento não passasse de ideologia romântica.
Maomé afirmava aos muçulmanos que os maus espíritos habitavam os porcos, pretexto pelo qual tal carne foi sendo deixada de lado, e a expectativa de vida, aumentando. “Maomé, o profeta” - prediziam. Ora, se comiam carne mal passada, se se comiam. Ademais, alegar que a ingestão desta provocava milhares de mortes prematuras não haveria de despertar atenção daquela estirpe, para a qual, e não diferentemente de outras, toda e qualquer explicação deveria ter princípios advindos de outros mundos: religião. E Maomé, que lhes deu vida longa, ascende aos céus.
Como se sabe, ou como se deveria saber - saber é coisa penosa -, contudo, voltemos ao foco. Como se sabe - para ser redundante -, em publicação na revista Science my God, cientistas do Instituto Charles Xavier - qualquer analogia com Chico Xavier pode ser explicada porque este usava perucas. Sobremaneira, deixemos de complicação. Cientistas do Instituto Charles Xavier, após meticulosos estudos por onde evocavam o profeta Maomé, concluíram: “assim como os homens que ostentam riqueza, os animais têm alma”. Bastou para que arrumassem outro substituto como carne.
No açougue Delicatessen, posteriormente à engorda, são pendurados e destrinchados todas as manhãs, crianças, homens, mulheres, que tiveram a fome curada.

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